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Quem és Tu Miúda?

Quem és Tu Miúda?

#8 A verdade descartável  

Ouvi numa telenovela brasileira, nao sei qual, uma frase que me ficou bem marcada, e á qual tenho recorrido com alguma frequência: "Há sempre três versões da mesma história, a de um lado, a do outro e a verdadeira".

Não quer dizer que a verdade ande exatamente ali entre um lugar e outro, apenas quer dizer que algures pelo mundo, há uma versão da história que é a verdade.

À medida que os anos passam por mim, ou que eu vou passando pelos anos fica cada vez mais dolorosa a consicência de que a verdade serve a cada vez menos pessoas e a cada vez menos situações. 

A verdade não importa. Só importa o que parece e cada vez menos importa o que realmente é.

Tudo tem de ser definido como isto ou aquilo, como preto ou branco, como a favor ou contra. Se não estamos de um lado, teremos de estar obrigatpriamente do outro, porque não há tempo neste mundo para pensar, não há tempo para discutir... 

140 caractéres para um statement qualquer, que tanto serve para rigorasamente nada, como serve para transmitir posições, opiniões, decisões, que por estarem publicadas muitas vezes nem conseguem transmitir nada..

 

Bem, conseguir conseguem, porque este mundo cheio de verdades está repleto de sábios que interpretam tudo e mais alguma coisa, com certezas que impressionam. Desde o foco do incêncio, à intenção partidária, ao acidente de aviação, a tudo.. 

 

Perante este império de sapiência que todos os dias chega até nós por todos os meios: informação, opinião, divagação, fica dificil encontrar um cantinho onde simplemente possamos conversar connosco, de forma simples, procurando pensar este mundo, que tanta urgência tem de ser orientado.

 

Haja fé.

 

#7

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Tenho dificuldade em entender como é que as pessoas que têm blogues com imensas visualizações conseguem encontrar tempo para os escrever, além de tudo o que mostram fazer nas suas vidas imensamente preechidas.

Eu toda contente já vou na quarta tentativa, e provavelmente será mais uma vez falhada.

De qualquer modo, acho que isto de ter um blogue, é mais ou menos como ser locutor de rádio.

Escreve-se a imaginar que o fazemos para que outras pessoas possam ler, mas sem uma interação direta.

Muitas vezes estou por aqui ou por ali a fazer isto ou aquilo e a pensar num tópico para desenvolver, Depois acanho-me e deixo-me ficar quietinha, porque há sempre alguém por aí a escrever muito melhor exatamente aquilo que eu queria dizer.

De qualquer maneira, hoje só queria deixar uma mensagem de paz. O bem é uma coisa tão boa... Why not?

#3

Ser num domingo a miúda que carrega mobília, cose umas bainhas, lava a loiça da família e ainda pede emprestado o "nível" para conjugar com o berbequim e furar tudo direitinho... Ser miúda é demais! Feliz ano novo!

#2

Há um dia em que desejas que o tempo tivesse parado aos 17 anos... Eras nova, bonita, magra, suficientemente madura, suficientemente consciente, eras suficientemente boa aluna. Mas sobretudo, eras suficientemente boa pessoa. Aos 17 anos, levavas a sério as reflexões do grupo de jovens, do grupo de preparação para o Crisma. Levavas a sério toda a gente e sentias que eras levada a sério. Com 17, há um momento qualquer, no fim do verão, com cheiro a vindima, em que tudo é de tal maneira tão perfeito que vale a pena congelar aí mesmo. Passados alguns anos, muitas histórias e pessoas, estudos, trabalhos e família, dás contigo a pensar que bom que era voltar a esse momento. Se me perguntassem o que é mais difícil na vida, responderia "viver". Mas não. É crescer. Crescer obriga a viver um Dilema continuo entre o que aprendemos a ser e a sobrevivência no mundo real... Este dilema é muito trabalhoso e torna-se verdadeiramente assustador quando temos de tomar decisões na educação dos nossos filhos. Aos 17 anos, eu era uma boa pessoa. Dedicava-me a isso. A tornar-me uma pessoa melhor. Hoje, nem tanto... Às vezes nada mesmo. E tenho algumas saudades do tempo em que cheirava a vindima e tudo era perfeito. Miúda.

#1

Há um momento na vida em que parece que afinal não vale assim tanto a pena.

É o momento em que deixamos de viver e passamos apenas a ver o tempo passar.

O tempo passa, a gente respira, mas já não vive. 

O coração bate mas já não palpita.

À medida que crescemos, vamos esquecendo aquilo que todos nos ensinaram quando éramos criança. Começamos a passar vermelhos nas passadeiras, a dizer "epá" e a dar atenção às coisas erradas.

Mas pior que isso, vamos deixando que o brilho que tínhamos nos olhos em pequenos se vá apagando.

Conformados com o passar do tempo, vamos ficando escravos de rotinas, dependentes delas como de pão para a boca..

Ou mais até.

Enchemos a agenda de afazeres super in, vamos aos sítios onde toda a gente vai.

E nesta correria, vazia, nem damos conta que deixámos de viver. 

Apenas vemos o tempo a passar.

 

Miúda

Quem és tu afinal?

Vamos lá então fazer um blogue... Neste infinito que é a internet, o pior que pode acontecer é que ninguém veja. Sempre me puxou para a escrita.. Vamos ver o que dá, Miúda

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